16.4.10

FALE CORRETAMENTE


APRENDA O CORRETO:
>
> E a gente pensa que repete corretamente os '
> ditos populares'
> Dicas do Prof. Pasquale:
>
> No popular se diz: 'Esse menino não pára
> quieto, parece que tem bichocarpinteiro' "Minha grande dúvida na
> infância... Mas que bicho é esse que é carpinteiro, um bicho pode ser
> carpinteiro???"
> Correto: 'Esse menino não pára quieto, parece
> que tem bicho no corpo inteiro' "Tá aí a resposta para meu dilema de
> infância!" EU
> NÃO SABIA. E VOCÊ?
>
> Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.'
> Enquanto o correto é: ' Batatinha quando
> nasce, espalha a rama pelo chão.' "Se a batata é uma raiz, ou seja,
> nasce enterrada, como ela se esparrama pelo chão se ela está embaixo
> dele?"
>
> 'Cor de burro quando foge.'
> O correto é: 'Corro de burro quando
> foge!'"Esse foi o pior de todos!
> Burro muda de cor quando foge??? Qual cor ele
> fica??? Porque ele muda de cor???"
>
> Outro que no popular todo mundo erra:'Quem tem
> boca vai a Roma.'
> "Bom, esse eu entendia, de um modo errado, mas
> entendia! Pensava que quem sabia se comunicar ia a qualquer lugar!" O
> correto é: 'Quem tem boca vaia Roma.' (isso mesmo, do verbo vaiar).
>
> Outro que todo mundo diz errado,
> 'Cuspido e escarrado' - quando alguém quer
> dizer que é muito parecido com outra pessoa.
> O correto é: 'Esculpido em Carrara.' (Carrara
> é um tipo de mármore)
>
> Mais um famoso.... 'Quem não tem cão, caça com
> gato.' "Entendia também, errado, mas entendia! Se não tem o cão para
> ajudar na caça o gato ajuda! Tudo bem que o gato só faz o que quer,
> mas vai que o bicho tá de bom humor!"
> O correto é:'Quem não tem cão, caça como
> gato.... ou seja, sozinho!'
>
> Vai dizer que você falava corretamente algum
> desses?????

PROJETO A DESCOBERTA DA JOANINHA

Escola Municipal Antonino Xavier

Aula de Alfabetização e Letramento

 
Professora:
Lúcia Martinelli-Ateliê das Letras

Pólo do Tempo Integral
Professora: Tânia Fornari


ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL ANTONINO XAVIER
TEMPO INTEGRAL
MINI PROJETO: Literatura infantil - A Descoberta da Joaninha
DURAÇÃO: Duas semanas

OBJETIVO:
Reforçar sentimentos de amizade, solidariedade, bondade, fraternidade e partilha.
Desenvolver a capacidade de narrar, descrever, criar e dramatizar textos literários.
Oportunizar a espontaneidade, a imaginação, a percepção, a observação, auto-expressão e criatividade.

METODOLOGIA DOS ATELIÊS:
ATELIÊ DAS LETRAS:
  • Leitura do livro, oralidade sobre valores e interpretação do texto em forma de caça-palavras;
  • História fatiada para recortar, numerar na ordem dos acontecimentos, colar e colorir no texto a descoberta da Joaninha;
  • Informações sobre o inseto Joaninha e suas lendas pelo mundo;
  • Apresentação no computador o ciclo de vida da Joaninha;
  • Produção textual escrita sobre o tema, colar uma na outra, transformando em livro rolo e colocar no pote previamente pintado nas cores da joaninha;
  • Classificar os nomes das pessoas do EMAX que iniciam com J em masculino e feminino e na ordem alfabética;
  • Ortografia: encontrar as palavras que não estão corretas nas frases e reescrevê-las corretamente;
  • Leitura de textos diversos sobre a joaninha.
  • Jogo da velha: Jogar montando as frases previamente escritas;
ATELIÊ DAS ARTES
  • Confecção dos personagens da história utilizando CD;
  • Confecção da joaninha na garrafa pet;
  • Ensaio das falas para o teatro de fantoches e apresentação do teatro;
  • Confecção de painéis com uso de tinta guache;
  • Confecção de joaninhas em EVA para completar o painel;
ATELIÊ DOS NÚMEROS
  • Cálculos, contando o número de joaninhas e o número de patas, montando o F.M. (+ e X);
  • Conjuntos de joaninhas conforme o número, contagem de conjuntos em cada número e quantas joaninhas sobrou em cada número;
  • Jogo: As pintas da joaninha;
  • Situações matemáticas com o resultado da pesquisa de pessoas EMAX que iniciam com J.
ATELIÊ DO BRINQUEDO
  • Construção de um jogo de argolas. Pintura e enfeite da parte de cima das garrafas pet. Posteriormente, colocar etiquetas com informações relacionadas ao tema estudado para brincar com os alunos. Irão jogar a argola (borda de tampa de leite) e se enlaçar a garrafa, vai ler a informação e dizer se está correta ou não a informação.
  • Pesquisa de campo nas salas de aula para averiguação de nomes de pessoas que iniciem com a letra J;
  • Auxílio no Ateliê das Artes na construção do pote com a joaninha;
  • Construção individual de quebra-cabeça referente ao tema estudado;
  • Pintura do muro da escola sobre o tema.

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
1.História: A Descoberta da Joaninha - Bellah Leite Cordeiro

Temas abordados: Amizade, caridade, amor ao próximo, bondade, fraternidade, solidariedade...

Dona Joaninha vai a uma festa em casa da lagartixa.Vai ser uma delícia!
Todos os bichinhos foram convidados... Afinal chegou o grande dia.
O dia da festa na casa da Lagartixa. Dona Joaninha está feliz.
Quer ir muito bonita!Por que assim, todo mundo vai querer dançar e conversar com ela!
E ela poderá se divertir a valer!Por isso, colocou uma fita na cabeça, uma faixa na cintura,
muitas pulseiras nos braços e ainda levou um leque para se abanar.
No caminho, encontrou Dona Formiga na porta de do formigueiro e disse:
- Bom dia Dona Formiga! Não vai à festa da lagartixa?
- Não posso minha amiga. Ontem fizemos mudança e eu não tive tempo de me preparar...
- Não tem problema! Tudo bem! Eu posso emprestar a fita que tenho na cabeça e você vai ficar linda com ela! Quer???
- Mas que legal Dona Joaninha! Você faria isso por mim?
- Claro que sim! Estou muito enfeitada! Posso dividir com você.
Tirou a fita de sua cabeça e a ofereceu para Dona Formiga que, feliz, decidiu ir à festa.
Lá se foram as duas. A formiga radiante com a fita na cabeça.
Mais adiante, encontraram Dona Aranha na sua teia fazendo renda.
- Oi! Aonde vão as duas tão bonitas?
- À festa da lagartixa! Você não vai???
- Sinto muito! Tive muitas despesas este mês e sem dinheiro não pude me preparar para a festa.
- Não seja por isso! Disse a Joaninha - Estou muito enfeitada! Posso bem emprestar as minhas pulseiras... Vão ficar lindíssimas em você!
Emprestou suas pulseiras, que ficaram lindas em Dona Aranha.
- Que maravilha! Disse a aranha entusiasmada – Sempre tive vontade de usar pulseiras em meus braços! Dona Joaninha, você é legal demais! Sabia?
As três, radiantes de felicidade, seguiram rumo à festa.
Um pouco adiante, encontraram a Taturana. Como sempre, estava morrendo de calor!
- Oi, Dona Taturana! Como vai?
- Mal! Muito mal com esse calor! Sabe que nem tenho disposição para ir à festa da Lagartixa.
- Ora! Mas para isso dá-se um jeito! Disse a Joaninha muito amável – Posso lhe emprestar o meu leque.
E lá se foi também a Taturana, muito alegre, se abanando com o leque, e encantada com a gentileza da amiga.
Logo depois, deram de cara com a Minhoca. Que tinha colocado a cabeça pra fora da terra para tomar um pouco de ar.
- Dona Minhoca, não vai à festa? Disse a turminha ao passar por ela.
- Não dá, sabe? Eu trabalho demais! Quase não dá tempo pra comprar as coisas de que preciso.. E, agora, estou sem ter uma boa roupa boa pra vestir! Sinto bastante! Porque sei que a festa vai ser muito legal! Mas, que se há de fazer?...
- Ora, Dona Minhoca – Disse a Joaninha com pena dela – Dá-se um jeito... Posso emprestar a minha faixa e com ela você ficará muito elegante!
E emprestou a sua faixa à Minhoca que ficou muito elegante.
E seguiu com as amigas para a festa.
Dona Joaninha estava tão feliz com a alegria das outras, que nem reparou ter dado tudo o que ela havia posto para ficar mais bonita. Mas, a alegria de seu coração aparecia nos olhos, no sorriso, e em tudo o que ela dizia! E isso a fez tão linda, mas tão linda que ninguém, na festa dançou e se divertiu mais do que ela!
Foi então que a Joaninha descobriu que para a gente ficar bonita, e se divertir não precisa se enfeitar toda. Basta ter o coração bem alegre que a alegria de dentro deixa a gente bonita por fora. E ela conseguiu essa alegria fazendo todo aquele pessoal ficar feliz!!!

2. ORALIDADE SOBRE O TEXTO:
a)O que você achou da atitude de Dona Joaninha?
b)O que deixa a pessoa bonita por fora e por dentro?
c)Já emprestou ou deu alguma coisa a alguém? O quê? A quem?
d)O que você aprendeu com a história da Dona Joaninha?

3.ENCONTRAR AS RESPOSTAS DA INTERPRETAÇÃO DO TEXTO NO CAÇA-PALAVRAS:
a)Ia dar a festa..
b)Os convidados eram todos os ...
c)O que Dona Joaninha usou para ir a festa ...
d)Dona Joaninha encontrou a Dona Formiga na porta do ...
e)Dona Joaninha dividiu seus adornos com as amigas ...
f)A Dona Aranha não ia a festa porque estava sem ...
g)A Dona Taturana sentia muito ...
h)A Dona Minhoca saiu da terra para tomar um ...


W L A G A R T I X A Y
S E K D I N H E I R O
X Q K M I N H O C A Y
C U Y T A T U R A N A
W E X Z C X Q Y K H W
P U L S E I R A S A Q
F O R M I G U E I R O
I Q S D Z C A L O R Z
T F O R M I G A X Y H
A X Z F A I X A Z A R
B I C H I N H O S K W

4.Escrever o nome das amigas de Dona Joaninha e desenhá-las usando os objetos que recebidos

“O ato de contar histórias para as crianças está presente em todas as culturas, letradas ou não letradas, desde os primórdios do homem. As crianças adoram ouvi-las, e os adultos podem descobrir o enorme prazer de contá-las.”

ATELIÊ DAS ARTES
Confecção dos personagens da história utilizando CD;

ATELIÊ DOS NÚMEROS
Cálculos, contando o número de joaninhas e o número de patas, montando o F.M. (+ e X);

ATELIÊ DO BRINQUEDO
Construção de um jogo de argolas. Pintura e enfeite da parte de cima das garrafas pet. Posteriormente, colocar etiquetas com informações relacionadas ao tema estudado para brincar com os alunos. Irão jogar a argola (borda de tampa de leite) e se enlaçar a garrafa, vai ler a informação e dizer se está correta ou não a informação.

5.Informações sobre a vida da Joaninha:

Existem joaninhas de várias cores: vermelha, amarela, verde, laranja, dourada;
* As cores das joaninhas servem para avisar para os predadores que elas não são saborosas;

* Existem 5.000 espécies de joaninha;
* A joaninha mais comum é a vermelha com pintas pretas. Ela tem 7 pintas;
* As outras joaninhas, de outras cores, têm mais de 7 pintas ou menos;
* Existe joaninha-macho e joaninha-fêmea. A fêmea é maior que o macho;
* A joaninha voa no verão e, no inverno, ela fica na casca da árvore para colocar seus ovos;
* As joaninhas ficam juntas no inverno, para se proteger do frio;
* A joaninha coloca de 3 a 50 ovos;
* A joaninha nasce de um ovinho, depois vira larva e aí vira joaninha;
* A joaninha voa. Ela tem asas;
* A joaninha tem uma casca dura (onde têm suas pintas) e, embaixo, estão suas asas;
* A joaninha tem 6 patas, 3 de cada lado;
* A joaninha tem 2 antenas, que servem para ela sentir o cheiro e o gosto;
* A joaninha se defende dos seus predadores soltando um líquido amarelo e com um cheiro ruim. Ela também se finge de morta, para não comerem ela;
* A joaninha é amiga dos agricultores, ela come os pulgões que comem e estragam as plantações;
* A joaninha é usada por alguns plantadores para proteger a plantação;
* A joaninha come ácaros, pulgões e outros insetos;
* A joaninha não é bem redondinha. Ela tem o corpo mais compridinho, e tem cabeça;
* A joaninha enxerga para todos os lados;
* A joaninha gosta de pousar nas flores e folhas;
* A joaninha tem meio centímetro. É menor que uma unha;
* A joaninha é muito comilona, come entre 40 a 75 pulgões por dia;
* A joaninha bate suas asas 85 vezes por segundo durante o seu vôo.

6.LENDAS E CRENÇAS PELO MUNDO

É chamada de besouro de Nossa Senhora quando os agricultores pediram para salvar as lavouras elas apareceram.
Matar uma joaninha pode trazer azar e tristeza.
Se uma joaninha pousar em você e depois voar, levará com ela suas aflições (França).
Se uma joaninha tem mais de sete pintas, trará fome, se forem menos de sete, a colheita será boa.

Se na primavera há muitas joaninhas voando, a colheita daquele ano será boa. (E. Unidos)
Se uma joaninha andar pela mão de uma jovem, ela se casará naquele ano. (Bélgica
As pintas nas costas da joaninha indicam o número de filhos destinados à pessoa. 
As joaninhas podem entender a fala humana, pois foram abençoadas por Deus. (Ásia)
Se uma joaninha pousa na sua mão ao entrar em casa, conte as pintas e esse será o montante de dinheiro que você ganhará em breve.

7.CICLO DE VIDA DA JOANINHA:

8.MOSTRAR OUTRAS IMAGENS PARA ILUSTRAR:

9. HISTÓRIA FATIADA:

NUMERE O TEXTO NA ORDEM DOS ACONTECIMENTOS, RECORTE E COLE:
PINTAR NO TEXTO QUAL FOI A DESCOBERTA DA JOANINHA:

( )A lagartixa vai dar uma grande festa. Ela convidou suas amigas para participar. Dona Joaninha quer ir muito bonita! Por que assim, todo mundo vai querer dançar e conversar com ela! Por isso, colocou uma fita na cabeça, uma faixa na cintura, muitas pulseiras nos braços e ainda levou um leque para se abanar.
( )As três, radiantes de felicidade, seguiram rumo à festa. Um pouco adiante, encontraram a Taturana, estava morrendo de calor! Sem disposição para ir à festa.
Joaninha muito amável emprestou o seu leque. E lá se foram…

( )Joaninha descobriu que para ficar bonita e se divertir não precisa se enfeitar toda. Basta ter o coração bem alegre que a alegria de dentro deixa bonita por fora. E ela conseguiu essa alegria fazendo todo aquele pessoal ficar feliz!!!

( )No caminho, encontrou Dona Formiga que não ia a festa por que havia feito mudança e não teve tempo de se preparar... Então ela emprestou a fita que tinha na cabeça e lá se foram as duas. A Formiga ficou radiante com a fita na cabeça.

( )Mais adiante, encontraram Dona Aranha na sua teia fazendo renda, não ia a festa por que teve muitas despesas e sem dinheiro não pode se preparar para a festa.
Joaninha emprestou suas pulseiras, que ficaram lindas em Dona Aranha que sempre teve vontade de usar pulseiras em seus braços!

( )Deram de cara com a Minhoca que tinha colocado a cabeça pra fora da terra para tomar um ar que não ia porque trabalha demais não tem tempo pra comprar as roupas que precisava. Dona Joaninha com pena dela emprestou a sua faixa que a deixou muito elegante. E seguiu com as amigas para a festa.

ATELIÊ DAS ARTES
Confecção da joaninha na garrafa pet;

ATELIÊ DOS NÚMEROS
Conjuntos de joaninhas conforme o número, contagem de conjuntos em cada número e quantas joaninhas sobrou em cada número;

11.LIVRO ROLO:
Produção textual individual relacionado com a história, colar enrolar e colocar no pote enfeitado de Joaninha

ATELIÊ DAS ARTES
Ensaio das falas para o teatro de fantoches;

ATELIÊ DOS NÚMEROS
Jogo: As pintas da joaninha;

ATELIÊ DO BRINQUEDO
Construção individual de quebra-cabeça referente ao tema estudado;

12.PESQUISA DE CAMPO PELO ATELIÊ DO BRINQUEDO:
Pesquisar nas salas de aula e demais dependências, nomes de pessoas que inicie com J:

13.RESULTADO DA PESQUISA:
Organizar os nomes da lista em masculino e feminino e na ordem alfabética:

Masculino Feminino
1 1
2 2
3 3
4 4
5 5
6 6
7 7
8 8
9 9
10 10
11 11
12 12
13 13
14 14
15 15

Total masculino: ...............
Total feminino: .................
Total: ................................


ATELIÊ DOS NÚMEROS
Situações matemáticas com o resultado da pesquisa de pessoas EMAX que iniciam com J.
QUAL O NOME QUE APARECE MAIS VEZES NA LISTA?

ATELIÊ DAS ARTES

Confecção de painéis com uso de tinta guache;
Confecção de joaninhas em EVA para completar o painel;

14.Identifique e circule as palavras que não estão corretas e as reescreva corretamente:

A Joanilha descobriu que para a jente ficar bonita e se divertir não precissa se enfeitar toda.
.........................................................................................................................................................
Basta ter o coracao bem alegre que a alegria de dentro deicha a gente bonita por forra.
.........................................................................................................................................................
E ela conceguiu essa alegrria fazendo todo aquele pesoal ficar felis!!!
.......................................................................................................................................................................

15.JOGO DA VELHA PARA FORMAR AS FRASES:

A JOANINHA SE DIVERTIU MUITO NA FESTA.

VOCÊ SABE QUAL FOI A DESCOBERTA DA JOANINHA?

A LAGARTIXA ORGANIZOU UMA FESTA PARA REUNIR OS AMIGOS.

A JOANINHA DIVIDIU SEUS ADORNOS COM AS AMIGAS E CONTINUOU LINDA!

16.LEITURA DE TEXTOS E POEMAS SOBRE A JOANINHA EM FICHAS:
17.ENCENAÇÃO E APRESENTAÇÃO DA HISTÓRIA COM OS PERSONAGENS CONFECCIONADOS NO ATELÊ DAS ARTES:

Apresentação do teatro de fantoches para os colegas e para o turno inverso também;

Personagens: Lagartixa - Joaninha – Formiga – Aranha – Taturana – Minhoca
Objetos: leque – pulseiras – fita – faixa
Sentimentos: solidariedade – amizade – amor ao próximo – alegria

ATELIÊ DO BRINQUEDO
Joga a argola (borda de tampa de leite) e se enlaçar a garrafa, vai ler a informação e dizer se está correta ou não a informação.

Não haverá joaninhas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses.
Adaptado de Rubem Alves

22.3.10

Monalisa



Mona Lisa (também conhecida como La Gioconda
O quadro apresenta uma mulher com uma expressão introspectiva e um pouco tímida. O seu sorriso restrito é muito sedutor, mesmo que um pouco conservador. Seu corpo representa o padrão de beleza da mulher na época de Leonardo.
Este quadro é provavelmente o retrato mais famoso na história da arte, senão, o quadro mais famoso e valioso de todo o mundo. Poucos outros trabalhos de arte são tão controversos, questionados, valiosos, elogiados, comemorados ou reproduzidos.
Leonardo começou o retrato em 1503 e terminou-o três ou quatro anos mais tarde. A pintura a óleo sobre madeira de álamo encontra-se exposta agora no Museu do Louvre, em Paris, e é a maior atracção do museu.

Identidade do modelo

Muitos historiadores da arte acreditam que o modelo usado para a pintura pode ter sido a esposa de Francesco del Giocondo, um rico comerciante de seda de Florença e uma figura proeminente no governo fiorentino. Acredita-se também que estes eram vizinhos de Leonardo Da Vinci. Esta opinião fundamenta-se numa indicação feita por Da Vinci durante os últimos anos de sua vida, a propósito de um retrato de uma determinada senhora florentina feita da vida ao pedido do magnífico Giuliano de' Medici.



As notas de Agostino Vespucci na Biblioteca da Universidade de Heidelberg
Em 2008, essa hipótese é a mais aceita, sendo, inclusive, respaldada por cientistas da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, que afirmam terem encontrado um documento com clara referência a um retrato de Lisa del Giocondo que estaria sendo realizado por Leonardo.[7]
A identidade da modelo sendo Lisa del Giocondo, mulher de um comerciante florentino, Francesco del Giocondo, com base em notas escritas de Agostino Vespucci de 1503, encontradas na Biblioteca da Universidade de Heidelberg. Descobriu-se também que Lisa tinha sido mãe recentemente, e o retrato foi feito um pouco em comemoração da recente maternidade. [8]
Um algoritmo de computador desenvolvido na Holanda pela Universidade de Amsterdã, descreveu o sorriso de Mona Lisa como uma mulher 83% feliz, 9% enjoada, 6% atemorizada e 2% incomodada
Devemos dizer que Da Vinci era, além de exímio pintor, grande filósofo, esoterista, cientista, inventor, anatomista, psicólogo e astrólogo... Multifacético em cem por cento, com um poder intelectual incrível. Citamos entre seus inventos: Uma máquina voadora, antecessora dos modernos aviões e helicópteros, e, inclusive fez desenhos muito futuristas de naves espaciais... Ele era muito adiantado para sua época (por volta de 1450 a 1500

5.11.09

CONSCIÊNCIA NEGRA


Saíram de muito longe
Arrancados a força do próprio lar
Muitos aqui nem chegaram
Aos mortos, fundo do mar.
-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*
Em terra estranha passaram a viver
E agora como seria?
Viver ou morrer?
Ou vendidos como mercadoria
-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*
Curvados pela terra a trabalhar
Por um feitor armado por um chicote
E se por um segundo se dispersar
Em suas costas vem como um bote
-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*
Nosso DEUS que do alto nos olha
O que há nesse coração
De um ser racional
Que escraviza o próprio irmão?
-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-
Tanto tempo durou
Mas veio a abolição
Mas será que ela acabou
Com o fantasma da escravidão?
-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*
Nós somos todos os irmãos
Somos filhos de um mesmo pai
Brancos, pretos, vermelhos, amarelos.
Mas perante a Deus somos todos iguais
-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*
Cor não diz nada
Nós somos todos irmãos
Pois o homem que salvou o mundo
Nunca fez distinção
*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*
Ninguém é melhor que ninguém
Morreremos todos do mesmo jeito
Você é inteligente
Diga não ao preconceito
-*-*-**-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*
A esse povo racista
Deixo minha conscientizarão
Cor de pele não diz nada
O que diz é o coração...

27.10.09

Mandamentos


Mandamentos das Mulheres
Mulher não mente
e sim omite os fatos!

Mulher não fofoca,
Mas sim troca informações!

Mulher não trai,
Se vinga!

Mulher não fica bêbada,
Entra em estado de alegria!

Mulher nunca xinga,
Apenas é sincera!

Mulher não grita,
Testa as cordas vocais!

Mulher nunca chora,
Lava as pupilas dos olhos
com freqüência!

Mulher nunca olha para um homem
sarado com segundas intenções,
Apenas verifica suas formas anatômicas!

Mulher sempre entende
o que homem diz,
Só pede que explique novamente para
testar sua capacidade de raciocínio!

Mulher não sente preguiça,
Descansa a beleza!

Mulher nunca sofre por amor
e sim entra em contradições
com os sentimentos!

Mulher nunca engana os homens,
Apenas pratica
o que aprendeu com eles!

E ai,
Concorda ou 100 corda?

25.10.09




"... A minha contribuição foi encontrar uma explicação segundo a qual,
por trás da mão que pega o lápis,
dos olhos que olham,
dos ouvidos que escutam,
há uma criança que pensa"


(Emília Ferreiro)

E TUDO MUDOU

E tudo mudou...
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...
... De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças

Luis Fernando Veríssimo

HALLOWEEN





Alguns significados simbólicos
a abóbora: simboliza a fertilidade e a sabedoria
a vela: indica os caminhos para os espíritos do outro plano astral.
o caldeirão: fazia parte da cultura - como mandaria a tradição. Dentro dele, os convidados devem atirar moedas e mensagens escritas com pedidos dirigidos aos espíritos.
a vassoura: simboliza o poder feminino que pode efetuar a limpeza da eletricidade negativa. Equivocadamente, pensa-se que ela servia para transporte das bruxas.
as moedas: devem ser recolhidas no final da festa para serem doadas aos necessitados.
os bilhetes com os pedidos, devem ser incinerados para que os pedidos sejam mais rapidamente atendidos, pois se elevarão através da fumaça.
a aranha - simboliza o destino e o fio que tecem suas teias, o meio, o suporte para seguir em frente.
o morcego - simbolizam a clarividência, pois que vêem além das formas e das aparências, sem necessidades da visão ocular. Captam os campos magnéticos pela força da própria energia e sensibilidade.
o sapo - está ligado à simbologia do poder da sabedoria feminina, símbolo lunar e atributo dos mortos e de magia feminina.
gato preto - símbolo da capacidade de meditação e recolhimento espiritual, autoconfiança, independência e liberdade. Plena harmonia com o Universo.
Cores:
Laranja - cor da vitalidade e da energia que gera força. Os druidas acreditavam que nesta noite, passagem para o Ano Novo, espíritos de outros planos se aproximavam dos vivos para vampirizar a energia vital encontrada na cor laranja.
Preto - cor sacerdotal das vestes de muitos magos, bruxas, feiticeiras e sacerdotes em geral. Cor do mestre.
Roxo - cor da magia ritualística.

21.10.09

Dia das Crianças


Entre a inocência da infância e a compostura da maturidade há uma deliciosa criatura chamada Criança.

Embora se apresentem em tamanhos, pesos e cores sortidas, todos as crianças tem o mesmo credo: aproveitar cada segundo de cada minuto de todas as horas de todos os dias e protestar ruidosamente - o barulho é sua única arma - quando seu último minuto é decretado e os adultos os empacotam e metem na cama.

Crianças são encontrados em todas as partes: em cima de, embaixo de, dentro, subindo em, balançando-se no, correndo em volta de, pulando para.

As mães os adoram, os irmãos e irmãs mais velhos os suportam, adultos os ignoram, o céu os protege.

Uma criança é a Verdade com o rosto sujo, a Beleza com um corte no dedo, a Sabedoria com um chiclete no cabelo, a Esperança do futuro com uma rã no bolso.

Quando você está ocupado, a criança é um conversa-fiada intrometido e amolante.

Quando você deseja que ele cause boa impressão, seu cérebro vira geléia, ou ele se transforma em uma criatura sádica e selvagem empenhada em desmontar o mundo ao seu redor.

10.10.09

PROFESSOR

AO MESTRE COM CARINHO

Mestre,

É aquele que caminha com o tempo,
propondo paz, fazendo comunhão,
despertando sabedoria.

Mestre é aquele que estende a mão,
inicia o diálogo e encaminha
para a aventura da vida.

Não é o que ensina fórmulas, regras,
raciocínios, mas o que questiona
e desperta para a realidade.

Não é aquele que dá de seu saber,
mas aquele que faz germinar
o saber do discípulo.

Mestre é você, meu professor amigo
que me comprende, me estimula,
me comunica e me enriquece com
sua presença, seu saber e sua ternura.

Eu serei sempre um seu discípulo
na escola da vida.

Obrigado, professor!
(N.Maccari)

chato!?

CA GANDA CHATO!!!!!!!



É chato?
Será que sou chato?
Serás chato?
Será chato falar em chatices?
É chato!
Mas temos de chatear alguém, de vez enquando.
Que chato.
É a chatice de acontecerem chatices.
Quando acontecem chatices temos de chatear alguém a contá-las,
Ou seja somos chatos!
Muitas vezes chatos
Porque existem muitas chatices!
Este texto é chato?
Eu estou a achá-lo chato.
Que chatice!

OH, VIDA!

Fábula..

Fábula do País de Sócrates
Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto mas não pode por um piercing.
Um cônjuge para se divorciar, basta pedir.
Um empregador para despedir um trabalhador que o agrediu precisa de uma sentença judicial
que demora 5 anos a sair.
Na escola um professor é agredido por um aluno.
O professor nada pode fazer, porque a sua progressão na carreira a está dependente da
nota que dá ao seu aluno.
Um jovem de 18 anos recebe €200 do Estado para não trabalhar; um idoso recebe
de reforma €236 depois de toda uma vida do trabalho.
Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.
O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro.
O Estado que gasta 6 mil milhões de euros no novo Aeroporto da Ota recusa-se a baixar impostos
porque não tem dinheiro.
Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2.000 habitantes;
o Governo diz que não precisa de mais polícias.
Numa empreitada pública, os trabalhadores são todos imigrantes ilegais, que recebem
abaixo do salário mínimo e o Estado não fiscaliza.
Num café, o proprietário vê o seu estabelecimento ser encerrado só
porque não tinha uma placa a dizer que é proibido fumar.
Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa á das causas sociais.
O IVA de um preservativo é 5%. O IVA de uma cadeirinha de automóvel, obrigatória
para quem tem filhos até aos 12 anos, é 21%.
Numa entrevista à televisão, o Primeiro-Ministro define a Política como "A Arte de aprender
a viver com a decepção".
Estaremos, como Portugueses, condenados a aprender a viver com este Primeiro-Ministro?

(recebido via e-mail)

3.10.09

As saudades serão eternas!

Ainda não dá pra acreditar! Doeu e sempre vai doer quando lembrar os momentos alegres, as suas brincadeiras, que sempre quando chegavas contagiava todos !Mas quero que fique a certeza de que nunca estamos longe o suficiente para sermos esquecidos!
Pois o que marca uma vida não são os anos que passam, mas sim as lembranças dos momentos que ficam para sempre...Você com certeza será sempre lembrança e saudade sempre existirá!

Ficamos aqui na certza de que estas numa bem melhor!

Jamais serás esquecido! És um exemplode vida para todos que aqui nesta terra te conheceram!

Fica com Deus te amamos sempre!

“quando nascemos todos sorrirem e só nós choramos, quando morremos todos choram e só nós sorrimos!”

DOIS MESES SEM NEUSINHA



A saudade é um sentimento que infelizmente todas as pessoas possuem, ou mesmo que um dia irão possuir. E se não for devido à distância, onde muitas pessoas de separam, por mudarem de cidade, o sentimento chega, até mesmo pela morte. É claro que existem pessoas que possuem mais força, que são mais resistentes a perda de alguém querido, porém o sentimento da saudade continua presente e dói bem no fundo do coração.

2.10.09

LI E ME IDENTIFIQUEI EM TUDOOOOO


SETE COISAS QUE TENHO QUE FAZER ANTES DE MORRER:
1 – Um livro;
2 – Arrumar minha casa nova;
3 – Saber de cor certos poemas;
4 – Ler alguns livros antigos;
5 – Desfazer as caixas da mudança (faz quase um ano...);
6 – Ver meus sobrinhos-netos nascerem;
7 – Viajar um pouco pelo mundo.

SETE COISAS DE QUE MAIS GOSTO:
1 – Escrever;
2 – Ler poesias;
3 – Encontrar pessoas queridas (mesmo as que moram longe);
4 – Fotografar;
5 – Estar entre a natureza;
6 – Comprar livros;
7 – Tomar café com panetone.

SETE PRAZERES FÚTEIS:
1 – Pensar em várias possibilidades;
2 – Comprar coisas de pouca (ou nenhuma) utilidade;
3 – Ver desenhos Disney;
4 – Comer doces;
5 – Lembrar algo que tinha esquecido;
6 – Colecionar revistas;
7 – Guardar tudo que acho bonito no micro (essa é igual da Adade!).

SETE COISAS QUE MAIS DIGO:
1 – Bah...
2 – Mas que barbaridade!
3 – Cacilda Becker!
4 – Mas, por outro lado...
5 – Com certeza!
6 – Isso também vai passar!
7 – Amanhã será um outro dia! (se não falo, penso...)

SETE COISAS QUE FAÇO BEM:
1 – Falar ao telefone (rs...)
2 – Mousse de Chocolate;
3 – Dar palpites;
4 – Contar histórias;
5 – Resumir filmes;
6 – Economia doméstica (ou ginástica com o dinheiro);
7 – Sonhar...

SETE COISAS QUE NÃO FAÇO:
1 – Ginástica;
2 – Feijão Preto;
3 – Fazer as coisas de qualquer jeito;
4 – Ser hipócrita;
5 – Esquecer as mágoas com facilidade;
6 – Fazer escolhas sem refletir um pouco;
7 – Dormir muito cedo.

SETE COISAS QUE ME ENCANTAM:
1 – Pessoas simples;
2 – Bom humor;
3 – Delicadeza;
4 – Crianças;
5 – Animais (especialmente gatos, cachorros e passarinhos);
6 – A Natureza (mas amo árvores);
7 – O olhar e as mãos (pequenos detalhes).

SETE COISAS QUE ODEIO:
1 – Injustiça;
2 – Desonestidade;
3 – Gente interesseira;
4 – Violência;
5 – Mudar de idéia... (sempre é tarde demais);
6 – Acordar muito cedo;
7 – Etiquetas nas roupas.

27.9.09

JOANINHAS


Existem joaninhas de várias cores: vermelha, amarela, verde, laranja, dourada;
* As cores das joaninhas servem para avisar para os predadores que elas não são saborosas;

* Existem 5.000 espécies de joaninha;
* A joaninha mais comum é a vermelha com pintas pretas. Ela tem 7 pintas;
* As outras joaninhas, de outras cores, têm mais de 7 pintas ou menos;
* Existe joaninha-macho e joaninha-fêmea. A fêmea é maior que o macho;
* A joaninha voa no verão e, no inverno, ela fica na casca da árvore para colocar seus ovos;
* As joaninhas ficam juntas no inverno, para se proteger do frio;
* A joaninha coloca de 3 a 50 ovos;
* A joaninha nasce de um ovinho, depois vira larva e aí vira joaninha;
* A joaninha voa. Ela tem asas;
* A joaninha tem uma casca dura (onde têm suas pintas) e, embaixo, estão suas asas;
* A joaninha tem 6 patas, 3 de cada lado;
* A joaninha tem 2 antenas, que servem para ela sentir o cheiro e o gosto;
* A joaninha se defende dos seus predadores soltando um líquido amarelo e com um cheiro ruim. Ela também se finge de morta, para não comerem ela;
* A joaninha é amiga dos agricultores, ela come os pulgões que comem e estragam as plantações;
* A joaninha é usada por alguns plantadores para proteger a plantação;
* A joaninha come ácaros, pulgões e outros insetos;
* A joaninha não é bem redondinha. Ela tem o corpo mais compridinho, e tem cabeça;
* A joaninha enxerga para todos os lados;
* A joaninha gosta de pousar nas flores e folhas;
* A joaninha tem meio centímetro. É menor que uma unha;
* A joaninha é muito comilona, come entre 40 a 75 pulgões por dia;
* A joaninha bate suas asas 85 vezes por segundo durante o seu vôo.
LENDAS E CRENÇAS PELO MUNDO
Matar uma joaninha pode trazer azar e tristeza.
Se uma joaninha pousar em você e depois voar, levará com ela suas aflições (França).
Se uma joaninha é mantida na mão enquanto se faz um desejo, a direção para a qual ela voar, em seguida, é onde se deve tentar a sorte.
Se uma joaninha tem mais de sete pintas, trará fome, se forem menos de sete, a colheita será boa.
Se na primavera há muitas joaninhas voando, a colheita daquele ano será boa (Estados Unidos).
As joaninhas trazem bom tempo (Bretanha).
Se uma joaninha andar pela mão de uma jovem, ela se casará naquele ano (Bélgica).
As joaninhas levam os bebês para seus pais (Suíça)
As pintas nas costas da joaninha indicam o número de filhos destinados à pessoa em cuja mão ela pousar (Bruxelas).
As joaninhas podem entender a fala humana, pois foram abençoadas por Deus (Ásia).
Se uma joaninha pousa na sua mão, você ganhará um par de luvas; se pousar na cabeça, ganhará um novo chapéu (Grã Bretanha, na Era Vitoriana).
Se uma joaninha pousa na sua mão ao entrar em casa, conte as pintas e esse será o montante de dinheiro que você ganhará em breve.
No século 19, alguns médicos acreditavam que joaninhas curavam sarampo e dentistas usavam joaninhas esmagadas em cáries para aliviar a dor.
Se um homem e uma mulher virem uma joaninha ao mesmo tempo, haverá romance entre eles (Noruega).

26.9.09

QUEM É VOCÊ?

Vc aguenta a sua carga?


Um camelo robusto percorre de 30 a 40 Km por dia, conduzindo uma carga de 250 Kg.
No verão pode passar de 2 a 3 dias sem água e 1 ou 2 dias sem alimento.
No inverno pode suportar até 8 dias a falta de água e não se alimentar por 4 dias,
sem inconveniente para a sua saúde.

O camelo bactriano é bem mais dócil e calmo que o dromedário.
Sem oferecer residência, este animal deixa-se apanhar e arrear,
abaixar-se sem protestar e pára sozinho se a carga que leva no dorso ameaça cair.
Entretanto, uma lebre basta para apavorá-lo a ponto de fugir, no que é logo imitado por seus companheiros.

Uma grande pedra negra no caminho,
um monte de ossos ou
uma sela caída no chão aterrorizam-no de tal forma que ele perde a cabeça e transtorna a caravana.

Atacado por um lobo o camelo nem se quer pensa em se defender.
Embora bastasse um coice seu para pôr o adversário fora de combate,
o camelo bactriano contenta-se cuspindo-lhe em cima e gritando.





O ser humano dispõe de uma capacidade específica para suportar determinadas cargas emocionais.
Tudo o que quebra o equilíbrio interno de um ser humano pode ser entendido como um evento de preocupação
Quanta carga suportamos?
Sinceramente não tenho idéia mas,
existe algumas fases que podemos observar e medir o nível de cargas a que somos submetidos.

Desenvolve-se em três estágios particulares:

1 - fase de alarme (confronto),
Quando somos expostos a inúmeros eventos que agridem a nossa individualidade.

2 - resistência (necessidade de recuperação) e,
No confronto ganhando ou perdendo, necessitamos de um tempo para pensar e analisar, o porque do confronto.
apartir desse ponto resolver o problema definitivamente(descarregando a carga). ou guarda-lo no coração, arquiva-lo na alma
e existir nessa vida carregando as cargas do mundo até a exaustão.(cansaço espiritual, mental e físico).

3 - exaustão (aparecimento de doenças),
Doenças psicossomáticas.


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Pensou em tudo isso, se sentiu cansado e exausto?
Eu também esta assim até a pergunta decisiva:

Quem é você?
O camelo ou a carga?
Carrega ou é carregado?

Compartilhe seus medos, seja realmente um ser vivo.
Os problemas sempre aparecerão.
As dúvidas sempre estarão a nossa frente, afinal, cada dia é um novo dia.

Vc decide quem quer ser.
Deus te deu o poder da decisão.
Vc tem esse poder decida.



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(GL 6:2) - Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.

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Uma vida não questionada não merece ser vivida. (Platão)

22.9.09


A primavera tem as cerejeiras da noite. O verão têm as estrelas do céu, que iluminam os olhos. O outono tem a lua cheia refletida na água. O inverno tem a neve, que flui na relva. Bastam essas coisas simples para que o saquê seja delicioso. Se, mesmo assim, o gosto do saquê não for bom então quer dizer que há algo de errado dentro de você".
"Toda a nossa vida é uma primavera, porque temos em nós a verdade que não envelhece e essa verdade anima toda a nossa caminhada".

PRIMAVERA



A primavera tem as cerejeiras da noite.
O verão têm as estrelas do céu, que iluminam os olhos.
O outono tem a lua cheia refletida na água.
O inverno tem a neve, que flui na relva.
Bastam essas coisas simples para que o saquê seja delicioso.
Se, mesmo assim, o gosto do saquê não for bom então quer
dizer que há algo de errado dentro de você".

Confira os significados das flores:

1 - Rosa Vermelha: admiração, caridade, casamento, desejo, espiritualidade, martírio, paixão
2 - Violeta - lealdade, modéstia
3 - Rosa branca - amor a Deus, pensamento abstrato, pureza, silêncio
4 - Rosa amarela - ciúme, desconfiança, infidelidade, suspeita
5 - Orquídea - beleza, luxúria, perfeição, pureza espiritual
6 - Margarida - inocência, virgindade
7 - Lírio - casamento, doçura, inocência, majestade, pureza
8 - Hortência - frieza, indiferença
9 - Girassol - dignidade, glória, paixão
10 - Cravo amarelo–- desdém

19.9.09

EU, MODO DE USAR


Eu, modo de usar...

Pode invadir
Ou chegar com delicadeza
Mas não tão devagar q me faça dormir
Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar...
Toque muito em mim
Principalmente nos cabelos
E minta sobra minha nocautante beleza
Tenha vida própria
Me faça sentir saudades
Conte algumas coisas q me façam rir
Viaje antes de me conhecer
Sofra antes de mim para reconhecer-me...
Acredite nas verdades q digo
E também nas mentiras, mas elas são raras
e sempre por uma boa causa.
Respeite meu choro
Me deixe sozinha
Só volte quando eu chamar e,
Não me obedeça sempre
que eu tmb gosto de ser contrariada
Então fique comigo quando eu chorar, combinado?
Me conte seus segredos...
Me faça massagem nas costas.
Não fume,
Beba, (socialmente...)
Chore,
Eleja algumas contravenções.
Me rapte!
Se nada disso funcionar...
Experimente me amar!

13.9.09

A PIPA E A FLOR

A PIPA E A FLOR

Poucas pessoas conseguiram definir tão bem os caminhos
do amor como Rubem Alves, numa fábula surpreendente,
cujos personagens são: uma pipa e uma flor.
A história começa com algumas considerações de um
personagem que deduzimos ser um velho sábio.
Ele observa algumas pipas presas aos fios elétricos e aos galhos das árvores e afirma que é triste vê-las assim,
porque as pipas foram feitas para voar.
Acrescenta que as pessoas também precisam ter
uma pipa solta dentro delas para serem boas.
Mas aponta um fator contraditório: para voar, a pipa tem que estar presa numa linha e a outra ponta da linha
precisa estar segura na mão de alguém.
Poder-se-ia pensar que, cortando a linha, a pipa pudesse
voar mais alto, mas não é assim que acontece.
Se a linha for cortada, a pipa começa a cair.
Em seguida, ele narra a história de um menino que
confeccionou uma pipa.
Ele estava tão feliz, que desenhou nela um sorriso.
Todos os dias, ele empinava a pipa alegremente.
A pipa também se sentia feliz e, lá do alto,
observava a paisagem e se divertia com as
outras pipas que também voavam.
Um dia, durante o seu vôo, a pipa viu lá embaixo uma
flor e ficou encantada, não com a beleza da flor, porque
ela já havia visto outras mais belas, mas alguma coisa nos olhos da flor a havia enfeitiçado. Resolveu, então, romper a linha que a prendia à mão do menino e dá-la para a flor segurar. Quanta felicidade ocorreu depois!
A flor segurava a linha, a pipa voava; na volta, contava
para flor tudo o que vira. Acontece que a flor começou a
ficar com inveja e ciúme da pipa. Invejar é ficar infeliz
com as coisas que os outros têm e nós não temos;
ter ciúme é sofrer por perceber a felicidade do outro
quando a gente não está perto. A flor, por causa desses
dois sentimentos, começou a pensar: se a pipa me amasse
mesmo, não ficaria tão feliz longe de mim... Quando a pipa voltava de seu vôo, a flor não mais se mostrava feliz, estava sempre amargurada, querendo saber com quem a pipa estivera se divertindo. A partir daí, a flor começou a encurtar a linha, não permitindo à pipa voar alto. Foi encurtando a linha, até que a pipa só
podia mesmo sobrevoar a flor.
Esta história, segundo conta o autor, ainda não terminou
e está acontecendo em algum lugar neste exato momento.
Há três finais possíveis para ela:

1 - A pipa, cansada pela atitude da flor, resolveu romper a linha e procurar uma mão menos egoísta.
2 - A pipa, mesmo triste com a atitude da flor, decidiu ficar, mas nunca mais sorriu.
3 - A flor, na verdade, era um ser encantado.
O encantamento quebraria no dia em que ela visse a
felicidade da pipa e não sentisse inveja nem ciúme.
Isso aconteceu num belo dia de sol e a flor se transformou numa linda borboleta e as
duas voaram juntas.

RUBEM ALVES

"Gaiolas e asas "
Rubem Alves

Os pensamentos me chegam de forma inesperada, sob a forma de aforismos. Fico feliz porque sei que Lichtenberg, William Blake e Nietzsche frequentemente eram também atacados por eles. Digo "atacados" porque eles surgem repentinamente, sem preparo, com a força de um raio. Aforismos são visões: fazem ver, sem explicar. Pois ontem, de repente, esse aforismo me atacou: "Há escolas que são gaiolas. Há escolas que são asas".


Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-las para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.

Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.

Esse simples aforismo nasceu de um sofrimento: sofri conversando com professoras de segundo grau, em escolas de periferia. O que elas contam são relatos de horror e medo. Balbúrdia, gritaria, desrespeito, ofensas, ameaças... E elas, timidamente, pedindo silêncio, tentando fazer as coisas que a burocracia determina que sejam feitas, como dar o programa, fazer avaliações... Ouvindo os seus relatos, vi uma jaula cheia de tigres famintos, dentes arreganhados, garras à mostra - e a domadoras com seus chicotes, fazendo ameaças fracas demais para a força dos tigres.

Sentir alegria ao sair de casa para ir à escola? Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O sonho é livrar-se de tudo aquilo. Mas não podem. A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma porta que as fecha com os tigres.

Nos tempos de minha infância, eu tinha um prazer cruel: pegar passarinhos. Fazia minhas próprias arapucas, punha fubá dentro e ficava escondido, esperando... O pobre passarinho vinha, atraído pelo fubá. Ia comendo, entrava na arapuca e pisava no poleiro. E era uma vez um passarinho voante. Cuidadosamente eu enfiava a mão na arapuca, pegava o passarinho e o colocava dentro de uma gaiola. O pássaro se lançava furiosamente contra os arames, batia as asas, crispava as garras e enfiava o bico entre os vãos. Na inútil tentativa de ganhar de novo o espaço, ficava ensanguentado... Sempre me lembro com tristeza da minha crueldade infantil.

Violento, o pássaro que luta contra os arames da gaiola? Ou violenta será a imóvel gaiola que o prende? Violentos, os adolescentes de periferia? Ou serão as escolas que são violentas? As escolas serão gaiolas? Vão me falar sobre a necessidade das escolas dizendo que os adolescentes de periferia precisam ser educados para melhorarem de vida. De acordo. É preciso que os adolescentes, que todos, tenham uma boa educação. Uma boa educação abre os caminhos de uma vida melhor. Mas eu pergunto: nossas escolas estão dando uma boa educação? O que é uma boa educação?

O que os burocratas pressupõe sem pensar é que os alunos ganham uma boa educação se aprendem os conteúdos dos programas oficiais. E, para testar a qualidade da educação, criam mecanismos, provas e avaliações, acrescidos dos novos exames elaborados pelo Ministério da Educação.

Mas será mesmo? Será que a aprendizagem dos programas oficiais se identifica com o ideal de uma boa educação? Você sabe o que é "dígrafo"? E os usos da partícula "se"? E o nome das enzimas que entram na digestão? E o sujeito da frase "Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante"? Qual a utilidade da palavra "mesóclise"? Pobres professoras, também engaioladas... São obrigadas a ensinar o que os programas mandam, sabendo que é inútil. Isso é hábito velho das escolas. Bruno Bettelheim relata sua experiência com as escolas: "Fui forçado (!) a estudar o que os professores haviam decidido que eu deveria aprender. E aprender à sua maneira".

O sujeito da educação é o corpo, porque é nele que está a vida. É o corpo que quer aprender para poder viver. É ele que dá as ordens. A inteligência é um instrumento do corpo cuja função é ajudá-lo a viver. Nietzsche dizia que ela, a inteligência, era "ferramenta" e "brinquedo" do corpo. Nisso se resume o programa educacional do corpo: aprender "ferramentas", aprender "brinquedos".

"Ferramentas" são conhecimentos que nos permitem resolver os problemas vitais do dia-a-dia. "Brinquedos" são todas aquelas coisas que, não tendo nenhuma utilidade como ferramentas, dão prazer e alegria à alma.

Nessas duas palavras, ferramentas e brinquedos, está o resumo da educação. Ferramentas e brinquedos não são gaiolas. São asas. Ferramentas me permitem voar pelos caminhos do mundo.

Brinquedos me permitem voar pelos caminhos da alma. Quem está aprendendo ferramentas e brinquedos está aprendendo liberdade, não fica violento. Fica alegre, vendo as asas crescer... Assim todo professor, ao ensinar, teria de se perguntar: "Isso que vou ensinar, é ferramenta? É brinquedo?" Se não for, é melhor deixar de lado.

As estatísticas oficiais anunciam o aumento das escolas e o aumento dos alunos matriculados. Esses dados não me dizem nada. Não me dizem se são gaiolas ou asas. Mas eu sei que há professores que amam o vôo dos seus alunos.

Há esperança...

Rubem Alves

O EDUCADOR -RUBEM ALVES

O EDUCADOR (Rubem Alves)
"O estudo da gramática não faz poetas.
O estudo da harmonia não faz compositores.
O estudo da psicologia não faz pessoas equilibradas.
O estudo das "ciências da educação" não faz educadores.
Educadores não podem ser produzidos. Educadores nascem.
O que se pode fazer é ajudá-los a nascer.
Para isso eu falo e escrevo:
para que eles tenham coragem de nascer.

Quero educar os educadores. E isso me dá grande prazer
porque não existe coisa mais importante que educar.
Pela educação o indivíduo se torna mais apto para viver:
aprende a pensar e a resolver os problemas práticos da vida.
Pela educação ele se torna mais sensível e mais rico interiormente,
o que faz dele uma pessoa mais bonita, mais feliz
e mais capaz de conviver com os outros".


Rubem Alves

CHAPEUZINHO VERMELHO DE RUBEM ALVES

“Era uma vez uma jovem adolescente a quem todos conheciam pelo apelido de Rúbia. Rúbia é uma palavra derivada do latim, rubeus, que quer dizer vermelho, ruivo. Rúbia era ruiva. Ruiva porque tingira o seu cabelo castanho que ela considerava vulgar. Ela pensava que uma ruiva teria mais chances de chamar a atenção de um empresário de modelos que uma morena. Morenas há muitas. O vermelho dos seus cabelos era confirmado pelo seu temperamento: ela era fogo e enrubescia quando ficava brava.[Nota 1: Se, nessa estória, eu lhe desse o nome de Chapeuzinho Vermelho ninguém acreditaria. As adolescentes de hoje não andam por aí usando chapeuzinhos vermelhos...]

Rúbia morava com sua mãe numa linda mansão no condomínio "Omegaville". Pois numa noite, por volta das 10 horas, sua mãe lhe disse: "Rubinha querida, quero que você me faça um favor..." Rúbia pensou: "Lá vem a mãe de novo". E gritou: "De jeito nenhum. Estou vendo televisão...". "Mas eu ia até deixar você dirigir o meu BMW...", disse a mãe. Rúbia se levantou de um pulo. Para guiar o BMW ela era capaz de fazer qualquer coisa. "Que é que você quer que eu faça, mamãezinha querida?", ela disse. "Quero que você vá levar uma cesta básica para sua vovozinha, lá no Parque Oziel. Você sabe: andar de BMW, depois das 10 da noite, no Parque Oziel é perigoso. Os seqüestradores estão à espreita..." [Nota 2: a estória original contém dois problemas, relativos ao caráter e às intenções da mãe. Primeiro: mandar uma menina pequena, sozinha, pela floresta, sabendo que havia um lobo solto — ou a mãe era um tola irresponsável ou ela estava com impulsos assassinos em relação à filha, desejando que o lobo a comesse. O segundo problema: viviam sozinhas a mãe e a filha; não há referências a um pai ou marido. Então, qual a razão para que a avó morasse do outro lado da floresta? Não seria mais prático que elas vivessem juntas? Chapeuzinho não teria que enfrentar um lobo para que a vovozinha comesse queijos, bolos e ovos...]

Rúbia já estava saindo da garagem com o BMW quando sua mãe lhe gritou: "A cesta básica! Você está se esquecendo da cesta básica!" Com a cesta básica no BMW Rúbia foi para a casa da vovozinha, no Parque Oziel. Foi quando o inesperado aconteceu. Um pneu furou. Até mesmo pneus de BMWs furam. Rúbia se sentiu perdida. Com medo, não. Ela não tinha medo. O problema era sujar as mãos para trocar o pneu. Foi quando uma Mercedes se aproximou dirigida por um senhor elegante que usava óculos escuros. Há pessoas que usam óculos escuros mesmo de noite. A Mercedes parou e o homem de óculos escuros saiu. "Precisando de ajuda, boneca", ele perguntou? "Claro", ela respondeu. "Preciso que me ajudem a trocar o pneu furado". "Pois vou ajudar você" disse o homem. "Você precisa de proteção. Esse lugar é muito perigoso. A propósito, deixe que me apresente. Meu nome é Crescêncio Lobo, às suas ordens". Aí ele se pôs a trocar o pneu cantarolando baixinho uma canção que sua mãe lhe cantara: "Hoje estou contente, vai haver festança, tenho um bom petisco para encher a minha pança..." Rúbia, olhando para o Crescêncio Lobo, pensou: "Que homem gentil e prestativo! E ainda canta enquanto trabalha... É dono de uma Mercedes! Acho que minhas orações foram atendidas!" "Pronto", ele disse. "Para onde você está indo, boneca?" "Vou levar uma cesta básica para minha avó." "Pois eu vou segui-la para protegê-la..." E assim, Rúbia, sorridente sonhadora, se dirigiu para a casa de sua avó escoltada por Crescêncio Lobo.

Ao chegar à casa da avó Crescêncio Lobo se surpreendeu. Pensou que ia encontrar uma velhinha, parecida com a avó de Chapeuzinho Vermelho. Que nada! Era uma linda mulher, uma senhora elegante, fina, de voz suave, inteligente. Logo os dois estavam envolvidos numa animada conversa, Crescêncio Lobo encantado com o suave charme e a inteligência da avó, a avó encantada com o encantamento que Crescêncio Lobo sentia por ela. Crescêncio Lobo pensou: "Se não fossem essas rugas, ela seria uma linda mulher..." Rúbia percebeu o que estava rolando, e foi ficando com raiva, vermelha, até que teve um ataque histérico. Como admitir que Crescêncio Lobo preferisse uma velha a uma adolescente? Começou a gritar, e por mais que os dois se esforçassem, não conseguiram acalmá-la. Passava por ali, acidentalmente, uma viatura do 5º Distrito Policial. Os policiais, ouvindo a gritaria, imaginaram que um crime estava acontecendo. Pararam a viatura e entraram na casa. E o que encontraram foi aquela cena ridícula: uma adolescente ruiva, desgrenhada, gritando como louca, enquanto a avó e o Crescêncio Lobo tentavam acalmá-la. Os policiais perceberam logo que se tratava de uma emergência psiquiátrica e, com a maior delicadeza, (os policiais do 5º DP são sempre assim. Também pudera! O delegado chefe trabalha ouvindo música clássica!) convenceram Rúbia a acompanhá-los até um hospital para ser medicada. Rúbia não resistiu porque ela já estava encantada com a força e o charme do policial que a tomava pela mão. Afinal, aquele policial era lindo e forte!

Quanto à avó e ao Crescêncio Lobo, aquela noite foi início de uma relação amorosa maravilhosa. Crescêncio Lobo percebeu que não há cara de adolescente cabeça-de-vento que se compare ao estilo de uma senhora inteligente e experiente. E a avó, que ouvira de uma feminista canadense que o melhor remédio para a velhice são os galetos ao primo canto, entregou-se gulosamente a esse hábito alimentar gaúcho. Crescêncio Lobo pagou-lhe uma plástica geral e a avó ficou novinha. E viveram muito felizes, por muitos anos. Quanto à Rúbia, aquela crise foi o início de uma feliz relação com o policial do 5º DP, que tinha um mestrado em psicologia da adolescência...”


Texto extraído do jornal "Correio Popular" – Campinas, edição de 02 de maio de 2002.
Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."

Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales", de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".

Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.

William Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê". Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.

Adélia Prado disse: "Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra". Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.

Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. "Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios", escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada "satori", a abertura do "terceiro olho". Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: "Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram".

Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, "seus olhos se abriram". Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em "Operário em Construção": "De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa - garrafa, prato, facão - era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção".

A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas - e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam... Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.

Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: "A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas".

Por isso - porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver - eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar "olhos vagabundos"...


O texto acima foi extraído da seção "Sinapse", jornal "Folha de S.Paulo", versão on line, publicado em 26/10/2004.
A pipoca

Rubem Alves


A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas.

Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-me a algo que poderia ter o nome de "culinária literária". Já escrevi sobre as mais variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nobis, picadinho de carne com tomate feijão e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos.

Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-filosófico a uma meditação sobre o filme A Festa de Babette que é uma celebração da comida como ritual de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como chef. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo — porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento.

As comidas, para mim, são entidades oníricas.

Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu.

A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha mente aconteceu. Minhas idéias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível.

A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela. Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem.

Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida...). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir juntas.

Lembrei-me, então, de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do Candomblé baiano: que a pipoca é a comida sagrada do Candomblé...

A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido.

Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos.

Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado.

Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!

E o que é que isso tem a ver com o Candomblé? É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos.Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.

Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro.

"Morre e transforma-te!" — dizia Goethe.

Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.

Meu amigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia, as explicações científicas não valem.

Por exemplo: em Minas "piruá" é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: "Fiquei piruá!" Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior.

Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.

Ignoram o dito de Jesus: "Quem preservar a sua vida perdê-la-á".A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira...

"Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu".


O texto acima foi extraído do jornal "Correio Popular", de Campinas (SP), onde o escritor mantém coluna bissemanal.

Rubem Alves:
A pipoca

Rubem Alves


A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas.

Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-me a algo que poderia ter o nome de "culinária literária". Já escrevi sobre as mais variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nobis, picadinho de carne com tomate feijão e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos.

Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-filosófico a uma meditação sobre o filme A Festa de Babette que é uma celebração da comida como ritual de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como chef. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo — porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento.

As comidas, para mim, são entidades oníricas.

Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu.

A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha mente aconteceu. Minhas idéias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível.

A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela. Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem.

Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida...). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir juntas.

Lembrei-me, então, de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do Candomblé baiano: que a pipoca é a comida sagrada do Candomblé...

A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido.

Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos.

Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado.

Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!

E o que é que isso tem a ver com o Candomblé? É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos.Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.

Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro.

"Morre e transforma-te!" — dizia Goethe.

Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.

Meu amigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia, as explicações científicas não valem.

Por exemplo: em Minas "piruá" é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: "Fiquei piruá!" Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior.

Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.

Ignoram o dito de Jesus: "Quem preservar a sua vida perdê-la-á".A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira...

"Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu".


O texto acima foi extraído do jornal "Correio Popular", de Campinas (SP), onde o escritor mantém coluna bissemanal.

Rubem Alves:

Eu sou Lúcia Martinelli

PROFESSORA LUCIA MARTINELLI

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