14.6.09


Menina bonita do laço de fitas - Ana Maria Machado

Era uma vez uma menina linda, linda. Os olhos dela pareciam duas azeitonas pretas, daquelas bem brilhantes. Os cabelos eram enroladinhos e bem negros, feito fiapos da noite. A pele era escura e Lustosa, que nem o pêlo da pantera negra quando pula na chuva.
A mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laço de fita colorida. Ela ficava parecendo uma princesa das Terras da África.
Do lado da casa dela morava um coelho branco, de orelha cor-de –rosa, olhos vermelhos e focinho nervoso sempre tremelicando. O coelho achava a menina a pessoa mais linda que ele tinha visto em toda a vida. E pensava:
-Ah, quando eu casar quero ter uma filha pretinha e linda que nem ela... Por isso, um dia ele foi até a casa da menina e perguntou:
-Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha? A menina não sabia, mas inventou:
-Ah, deve ser porque cai na tinta preta quando era pequenina...
O coelho saiu dali, procurou uma lata de tinta preta tomou banho nela. Ficou bem negro, todo contente. Mas ai veio à chuva e lavou todo aquele pretume, e ele ficou branco outra vez.
Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:
-Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo para ser tão pretinha?
A menina não sabia, mas inventou:
-Ah, deve ser porque eu tomei muito café quando era pequenina.
O coelho sai dali e tomou tanto café que perdeu o sono e passou a noite toda fazendo xixi. Mas não ficou nada preto.
Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:
-Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha?
-Ah deve ser porque comi muita jaboticaba quando era pequenina.
O coelho sai dali e se empanturrou de jabuticaba até ficar pesadão, sem conseguir sair do lugar. O máximo que conseguiu foi fazer muito cocozinho preto e redondo feito jabuticaba. Mas não ficou nada preto.
Por isso, daí a alguns dias ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:
-Menina bonita do laço de fita, qual é o teu segredo pra ser tão pretinha?
A menina não sabia e já ia inventando uma história de feijoada, quando a mãe dela, que era uma mulata linda e risonha, resolveu se meter e disse:
-Artes de uma avó preta que ela tinha...
Aí o coelho viu que a mãe da menina devia estar mesmo dizendo a verdade, porque a gente se parece sempre é com os pais, tios, os avós. E se ele queria ter uma filha pretinha e linda tinha que procurar uma coelha preta para casar.
Não precisou procurar muito, logo encontrou uma coelhinha escura como a noite, que achava aquele coelho branco uma graça. Foram namorando, casando e tiveram uma ninhada de filhotes, que coelho quando desanda a ter filhote não pára mais. Tinha coelho bem branco, branco meio cinza, branco malhado de preto, preto malhado de branco e até uma coelha bem pretinha. Já se sabe, afilhada da tal menina bonita que morava na casa ao lado.
E quando a coelhinha saía, de laço colorido no pescoço, sempre encontrava alguém que perguntava:
-Coelha bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha?
E ela respondia:
-Conselhos da mãe da minha madrinha...
Personagens Principais:
1. Narrador,
2. Coelho,
3. Menina Bonita,
4. Mãe da menina,
5. Namorada do coelho (Coelhinha preta)
6. Filhotinhos ( coelhos de todas as cores)
7. Desconhecidos (na rua)

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Eu sou Lúcia Martinelli

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Eu sou Lúcia Martinelli, nasci em 28.06. Sou filha de Cândido Martinelli e Maria Grando, estudei em Passo Fundo RS, nas escolas Alfredo Pujol, Notre Dame, Joaquim Fagundes dos Reis e Cursei o 2º grau no Colégio Bom Conselho e o ensino superior na Universidade de Passo Fundo e fiz Pós –Graduação em Alfabetização Construtivista na UPF com o GEEMPA e conclui 1989. Hoje moro em Balneário Camboriú e estou fazendo todas as leituras que gostaria de ter feito e não tinha tempo para faze-las. Estou amando!

 

Trabalhei na Faculdade de Odontologia da UPF e fui secretária e auxiliar odontológico.

Exerci a função do magistério na rede particular de ensino, no Colégio Notre Dame por onde me aposentei e na rede municipal nas escolas Vidal Colussi, Fundação Educacional do Menor, UPF em Assessoramento Construtivista, Notre Dame Municipal e Antonino Xavier, onde me aposentei. Aleluia!!!

Trabalhei em turmas pela ordem dos acontecimentos: multiseriada (de pré a 4ª série) todos na mesma sala, Jardim, Pré, 1ª série, 2ª série, 2º ano, 3ª série, 4ª série, 5ª série e 1º ano do 2º grau.

Sou professora por opção porque adoro o ato de ensinar e aprender, o convivio com as crianças sentir a mundança e o crescimento acontecendo no dia a dia, ser o elo mediador entre aluno e conhecimento desafiando e apoiando para que o processo de aprendizagem aconteça o mais rápido possível. A experiência da alfabetização é algo indiscritível, só experimentando para saber a delicia da magia que é “o ver acontecer”.

 

A educação é um processo contínuo que toma o homem sobre sua responsabilidade desde a infância até a morte.

PROFESSORA LUCIA MARTINELLI

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ATIVIDADES E PROJETOS