2.10.10

DIA DA MÃE PRETA

No dia 28 de Setembro de 1871, a princesa imperial regente, em nome de Sua Majestade, o imperador D. Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembléia Geral decretou e ela sancionou a Lei do Ventre Livre: "declara de condição livre os filhos de mulher escrava que nascerem desde a data desta lei, libertos os escravos da Nação e outros, e providencia sobre a criação e tratamento daqueles filhos menores e sobre a libertação anual de escravos".
Embora tenha sido objeto de grandes controvérsias, a lei representou, na prática, um passo tímido na direção do fim da escravatura. Assim, juntamente com o fim do tráfico de escravos, secavam-se as fontes, ou melhor os ventres das escravas, que forneciam os novos de escravos, aumentando a população escrava do país.
Nesse dia, homenageamos aquela que além de gerar seus filhos, com incontáveis sacrifícios, ainda sofria tendo de entregá-los ao seu senhor, para serem escravizados e que, além disso, tinha a obrigação de cuidar e amamentar, com carinho e respeito, os filhos do seu amo.
A lenda da Mãe Preta surgiu no Rio Grande do Sul, juntamente com a cidade de Passo Fundo. Conta a lenda que a Mãe Preta era uma escrava do Cabo Neves, senhor das glebas de Passo Fundo. Era conhecida por Mariana e tinha um filho que era a sua alegria. Certa vez, o jovem fugiu de casa, não mais retornando, deixando sua mãe inconsolável a ponto de definhar. Dessas lágrimas que Mãe Preta derramou teria brotado uma fonte, que se tornou famosa entre a comunidade e os viajantes. Ainda segundo essa lenda, dizem que antes de morrer, Mãe Preta foi visitada por Jesus Menino, que lhe pediu que não chorasse, porque seu filho se encontrava na mansão celeste. Jesus ter-lhe-ia falado ainda: "Em recompensa de tua dor, pede o que quiseres que te darei"
Mãe Preta então pediu: "Dá-me a felicidade de ir para junto de meu filho, mas, como lembrança, quero deixar esta fonte, para quando aquele que dela beber, retorne sempre a esse lugar". Um chafariz foi construído sobre a fonte, cuja terra, Cabo Neves havia doado. Esse chafariz serviu, inicialmente, para fornecer o abastecimento à vila de Passo Fundo, cujo transporte era feito pelos escravos.

A LENDA DA MÃE PRETA EM QUADRINHOS
Diz a lenda que Mariana, conhecida por Mãe Preta, era uma escrava do Cabo Neves senhor dessas glebas e que tinha um filho que era a sua alegria.


Certa vez, o jovem fugiu de casa e não mais retornou, causando assim a morte de sua mãe. Das lágrimas de Mãe Preta teria brotado uma fonte.


Antes de morrer, Mãe Preta foi visitada por Jesus Menino, que lhe disse que não chorasse, porque seu filho se encontrava na mansão celeste. Jesus ter-lhe-ia dito ainda: - Em recompensa de tua dor, pede o que quiseres que te darei.


Mãe Preta então pediu: - Dá-me a felicidade de ir para junto de meu filho, mas como lembrança quero deixar esta fonte, para quando aquele que dela beba, retorne sempre a esse lugar.
O chafariz foi construído em terras do Cabo Manoel José das Neves, mais tarde promovido a alferes e capitão, que foi o primeiro morador proprietário da gleba.


Esse chafariz serviu, inicialmente, para fornecer o abastecimento à vila de Passo Fundo, cujo transporte era feito pelos escravos.

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Eu sou Lúcia Martinelli

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Eu sou Lúcia Martinelli, nasci em 28.06. Sou filha de Cândido Martinelli e Maria Grando, estudei em Passo Fundo RS, nas escolas Alfredo Pujol, Notre Dame, Joaquim Fagundes dos Reis e Cursei o 2º grau no Colégio Bom Conselho e o ensino superior na Universidade de Passo Fundo e fiz Pós –Graduação em Alfabetização Construtivista na UPF com o GEEMPA e conclui 1989. Hoje moro em Balneário Camboriú e estou fazendo todas as leituras que gostaria de ter feito e não tinha tempo para faze-las. Estou amando!

 

Trabalhei na Faculdade de Odontologia da UPF e fui secretária e auxiliar odontológico.

Exerci a função do magistério na rede particular de ensino, no Colégio Notre Dame por onde me aposentei e na rede municipal nas escolas Vidal Colussi, Fundação Educacional do Menor, UPF em Assessoramento Construtivista, Notre Dame Municipal e Antonino Xavier, onde me aposentei. Aleluia!!!

Trabalhei em turmas pela ordem dos acontecimentos: multiseriada (de pré a 4ª série) todos na mesma sala, Jardim, Pré, 1ª série, 2ª série, 2º ano, 3ª série, 4ª série, 5ª série e 1º ano do 2º grau.

Sou professora por opção porque adoro o ato de ensinar e aprender, o convivio com as crianças sentir a mundança e o crescimento acontecendo no dia a dia, ser o elo mediador entre aluno e conhecimento desafiando e apoiando para que o processo de aprendizagem aconteça o mais rápido possível. A experiência da alfabetização é algo indiscritível, só experimentando para saber a delicia da magia que é “o ver acontecer”.

 

A educação é um processo contínuo que toma o homem sobre sua responsabilidade desde a infância até a morte.

PROFESSORA LUCIA MARTINELLI

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ATIVIDADES E PROJETOS